quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Variedade de Uva Riesling


Junto com a Chardonnay é considerada a melhor uva branca do mundo. Produz vinhos com acidez elevada e teor alcoólico baixo (8ºC). Cepa que brilha nos vinhedos frios da Alemanha e da Alsácia francesa, mas também é plantada com bons resultados na Nova Zelândia, na Austrália e na Áustria.

Vários fatores explicam o seu fascínio: ela é uma das raras uvas que resulta em bons brancos secos e também em deliciosos vinhos doces - em alguns vinhedos, ela é atacada pela Botrytis cinerea, o mesmo fungo que possibilita a elaboração dos grandes vinhos de sobremesa em Sauternes, ao sul de Bordeaux. A Riesling é conhecida ainda pela sua capacidade de expressar as características do local em que está plantada (terroir, como dizem os franceses), e por resultar em brancos delicados, muitos com notas minerais marcantes, com ótimo frescor e acidez.
São qualidades que tornam a Riesling uma boa opção para quem não gosta muito de vinho branco, mas quer arriscar uma bebida nos dias mais quentes de 2008.

A Riesling pode gerar vinhos capazes de durar décadas com uma grande variedade de estilos: do mais seco possível, passando pelos meio-doces, até os doces de sobremesa. Também faz espumantes ótimos. Não lhe falta acidez e seus aromas costumam lembrar maçã, lima, mel, com notas minerais muito características. Um delicioso quê de petróleo ou querosene é uma de suas marcas registradas.
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quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Vinícola Dal Pizzol


A Dal Pizzol traz consigo uma tradição na vitivinicultura que remonta o Século XIX (1878), quando os primeiros imigrantes da família chegaram ao Brasil.

Criada em 1974, a Vinícola Monte Lemos, mais conhecida por Dal Pizzol, conta hoje com um quadro de 15 colaboradores liderados pelos irmãos Antônio e Rinaldo Dal Pizzol. O enólogo responsável pela vinícola é Dirceu Scottá.

Com uma produção anual de 250 mil garrafas (200 mil litros), a Dal Pizzol, está instalada em Faria Lemos, distrito de Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha. Deste total, 51% são vinhos tintos, 12% vinhos brancos, 32% espumantes e 5% suco de uva. A vinícola possui uma ampla variedade de produtos nas marcas Dal Pizzol (58% da produção) e Do Lugar (42%).

O controle de qualidade inicia ainda no cultivo da videira. Para garantir uma produção de qualidade a Dal Pizzol mantém parceria com produtores através de acompanhamento técnico feito por dois enólogos e um engenheiro agrônomo da vinícola. A assessoria se dá em todo o processo, desde a variedade de uva a ser implantada até a colheita. Cada produtor recebe uma cartilha de procedimentos e práticas para o cultivo da videira. O material dá instruções, inclusive, sobre o limite de produção por área, variedade e sistema de condução da parreira. Esta parceria também contempla uma tabela de benefícios conforme a qualidade e tratos culturais implementados no vinhedo para cada safra.

Com uma proposta diferenciada que privilegia uma produção controlada, os vinhos da Dal Pizzol podem ser encontrados no mercado nacional em lojas, delicatessem, hotéis, bares, restaurantes, no próprio varejo da cantina e através de um moderno serviço de telemarketing feito diretamente ao consumidor.

Histórico

Fazendo parte do contingente de imigrantes que chegaram ao Rio Grande do Sul por volta de 1878, os irmãos Martino e Bartolo Dal Pizzol, ainda jovens, juntamente com os pais, tios e avós, formando uma grande família, escolheram a região da Serra Gaúcha, mais precisamente em Bento Gonçalves, para se estabelecer. Vieram de San Pietro di Feletto e Conegliano, na província de Treviso, Região do Veneto. Dedicaram-se, inicialmente, como todos os imigrantes, à agricultura rudimentar da época e, simultaneamente, iniciaram o plantio de videiras, cujo vinho se destinava ao próprio consumo.

João Baptista, filho mais velho de Martino e Catharina Titton, ao constituir família na Linha Paulina, em Bento Gonçalves, consolidou-se como produtor de uvas viníferas. O vinho que João Baptista produzia era, já na época, muito apreciado e famoso. A arte foi passando de pai para filho e Atílio, o primogênito, em sua mocidade aprimorou seus conhecimentos com vinhateiros e portugueses que chegaram à região.

Em 1940, Atílio e sua jovem família estabeleceu-se nas terras recém adquiridas em Faria Lemos – Bento Gonçalves, cujos vales e encostas eram promissores para o cultivo da videira. Plantaram famosas castas européias e passaram a produzir o melhor vinho.

Até hoje a filosofia da família, trazida da Itália por Martino e seguida por Atílio e seus filhos, é de manter uma produção limitada de vinhos elaborados com uvas finas. Em 1974, Atílio reuniu os filhos e institucionalizou a venda de seus produtos, criando a Vinícola Monte Lemos Ltda., empresa constituída unicamente pelos membros da família Dal Pizzol. Foi escolhido o nome Monte Lemos (Faria Lemos), em cujas encostas estão plantados os vinhedos da família que dão origem aos vinhos de sua adega.

Os cuidados deste artesanato praticado pela tradicional família de vinhateiros iniciam no trato da videira, desde a poda no inverno, até a meticulosa seleção das uvas maduras na colheita. Em 1978, ano do centenário da chegada do avô Martino no Brasil (1878-1978), Atílio, com muito orgulho e prestando uma homenagem ao imigrante, ofereceu o Cabernet "Do Lugar", reserva da família, para alguns privilegiados amigos e apreciadores. Dentro da mesma filosofia surgiu o vinho branco Trebiano "Do Lugar" e o vinho tinto Merlot "Dal Pizzol" – Safra 1981. Outros vieram para compor essa grande família de vinhos.

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terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Decantação - sólidos no fundo da garrafa


Com os vinhos armazenados a mais de três anos deve-se ter o cuidado de não agitar a garrafa, para não despertar os cristais sólidos no fundo da garrafa. Se estes cristais forem despertados, será necessário decantar o vinho. Este processo consiste em separar os resíduos do vinho, através de transferência do líquido para outro recipiente, assim deixando estes cristais no fundo da primeira garrafa.

“Decantar” significa passar ou transferir de um recipiente a outro, um liquido que contenha depósito sólido. Esta é a uma das principais razões que nos leva a decantar um vinho, mas há outras.

Os depósitos sólidos são originados através de reações químicas, onde os antocianos (responsáveis pela cor do vinho) reagem com os taninos (polifenóis) promovendo o fenômeno de polimerização, formando grandes moléculas que se precipitam. Esta polimerização continua após o engarrafamento e com o tempo há a formação dos depósitos no fundo da garrafa.

Devemos decantar vinhos tintos ricos em cor, encorpados e com aroma fechado.

Vinhos tintos com depósitos nos fundos das garrafas devem ser decantados, caso não sejam demasiadamente velhos (mas de 20 anos de idade), pois apesar dos depósitos existentes, a decantação pode eliminar os fracos aromas ainda nele existentes.

Alguns vinhos brancos encorpados, fermentados em barricas de carvalho podem se beneficiar de uma decantação imediatamente antes do seu serviço.

Os que não merecem ser decantados são os tintos com pouca cor, pouco corpo ou brancos pálidos, podem por princípio estarem mais sujeitos á oxidação com a conseqüente perda dos aromas frescos e frutados.


Fonte: http://bbel.uol.com.br/noticia_exibe.aspx?pk=260

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Costeletas de Porco com Abacaxi



Ingredientes
4 costeletas suínas
1 colher (sopa) de manteiga
1/4 xícara (chá) de suco de abacaxi
1 colher (sopa) de molho inglês
sal e pimenta-do-reino a gosto

Molho
líquido do cozimento das costeletas
1 colher (sopa) de farinha de trigo
1/2 xícara (chá) de leite
sal e pimenta-do-reino a gosto


Modo de Preparo
Em uma frigideira, doure as costeletas na manteiga. Salpique com sal e pimenta. Junte o suco de abacaxi e o molho inglês. Baixe o fogo, tampe e cozinhe lentamente até as costeletas estarem macias. Se necessário, junte mais um pouco de suco.

Molho: coloque em uma frigideira 1 colher de sopa do líquido do cozimento das costeletas. Junte a farinha de trigo e cozinhe mexendo bem. Acrescente o leite e aqueça mexendo sempre. Tempere a gosto com sal e pimenta. Sirva sobre as costeletas.

Rendimento
2 porções

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Editorial do Enólogo - Outubro 2008 - Ouro

Este mês a Via del Vino, ousou mais. Estará enviando alguns vinhos já conhecidos por nossos confrades.Velhos conhecidos estes, que serão avaliados de acordo com o potencial de envelhecimento. Isto apenas para o vinho importado. O nacional é o elegante Alicante Bouchet um reserva da Vinicola Pizzato, safra 2004. Para vinhos importados foram enviados um dos 4 abaixo:
*First Step Shiraz 2005, Australiano tinto seco.
*Marques de Arienzo Crianza, safra 2000 um Assemblage Espanhol
*Trapiche Syrah Roble 2004, um Varietal argentino.
*Barão do Sul,safra 2003, Português tinto seco elaborado com Castelão e Cabernet Sauvignon.

Franciele Carraro
enologo@viadelvino.com.br

Confraria del Vino Ouro - Outubro 2008 - Importado - First Step Shiraz 2005


A Vinícola Step Road, fundada em 1998, foi construída com base em 2 pilares: produzir vinhos de excelente qualidade e proteger o ambiente.
Os vinhedos estão localizados na região mais ao Sul da Austrália, a poucos quilômetros do Oceano, em Langhorne Creek, uma linda planície de origem aluvial.
Nessa região, as diferenças de temperatura entre dia e noite são bastante significativas, permiti do um amadurecimento perfeito às uvas. A vinificação foi realizada de forma a gerar um vinho com características marcantes de fruta e muito frescor.

Análise:

Olfato: Elegante, frutado, destaque para as frutas vermelhas, cereja, framboesa, chocolate e café no fim de taça.

Paladar: Macio, delicado, bom frescor, médio corpo, harmonico, retrogosto frutado e persistente.

Tato: O vinho é fermentado em vinomatic, permitindo a elaboração de um vinho com textura muito macia.

Temperatura de consumo: De 16 a 18ºC.

Harmonização: Todos os tipos de carne vermelha, churrascos, pratos ricos em especiarias, como curries e pizzas com peperoni.

Acondicionamento: Em adega por 02 a 04 anos.

Confraria del Vino Ouro - Outubro 2008 - Importado - Trapiche Syrah Roble 2004

Com seus vinhedos localizados numa altitude de 850m do nível do mar, na localidade de São Vicente, denominada El Trapiche, em Mendoza, Argentina, numa das regiões mais ensolaradas e quentes, originando uvas de excepcional qualidade que vão refletir em seus vinhos.

Sua história data de 1870. Hoje, a moderna Vinícola mescla aço inox e mais de 4.000 bordalezas para armazenar e envelhecer seus vinhos mais nobres.

O Syrah Trapiche Roble possui cor vermelho rubi quase púrpura, de boa intensidade.


Análise:

Olfato: Temos um vinho de ataque intenso com notas de baunilha e tostado, mostrando um carvalho elegante, em seguida vêm as frutas vermelhas, uva madura até uma evolução de frutas em calda.

Paladar: Um vinho seco robusto, pronunciado, de boa tipicidade varietal, retro-gosto prolongado e de qualidade. Este Syrah tem bom volume de boca, com um leve amargor.

Tato: Um vinho de taninos maduros e macios.

Temperatura de consumo: De 14 a 16ºC.

Harmonização: Acompanha bem um pernil de porco, carnes grelhadas até mesmo queijos de massa dura.

Acondicionamento: Este vinho está bem evoluído, deve ser consumido em no máximo 1 ano.

Confraria del Vino Ouro - Outubro 2008 - Importado - Barão do Sul 2003

Este vinho é um corte das uvas Castelão, Cabernet Sauvignon, Touriga Nacional e Syrah, elaborado na região de Setúbal, em Portugal.

Vinho elaborado pela Companhia de Vinhos e Azeites Cachamoa na região da Península de Setúbal, em Portugal.

O Barão do Sul 2003, apresentou-se rubi, com toques violáceos.


Análise:

Olfato: Temos um vinho limpo, rico em frutas vermelhas, de pouca complexidade, notas complementares de frutas em compotas.

Paladar: Temos um vinho de boa expressão de boca, rico em frutas vermelhas, leve e macio. No final de seu retro-gosto um leve amargor.

Tato: Um vinho quente e taninos redondos.

Temperatura de consumo: De 12 a 16ºC.

Harmonização: Este vinho possui pouca complexidade, acompanhando bem um peixe grelhado, até mesmo um bacalhau, bem como grelhados em geral.

Acondicionamento: Este vinho está bem evoluído, deve ser consumido em no máximo 1 ano.

Confraria del Vino Ouro - Outubro 2008 - Importado - Marques de Arienzo Crianza 2000

Elaborado pela Casa Pedro Domecq da Espanha, o Marques de Arienzo Crianza 2000 tem suas uvas cultivadas na região da Rioja Alavesa em vinhedos modernos, este possui denominação de origem controlada.
Elaborado pelas variedades Tempranillo (95%) e cortes de Mazuelo e Graciano(5%).

Este vinho, apresentou-se de cor vermelho rubi com tons púrpura escuro, límpido, transparente e brilhante.
Análise:
Olfato: Temos um produto com notas claras de Tempranillo, com nuances sutís de baunilha e amêndoas. Sua evolução na garrafa já é sentida com algumas notas de especiarias.
Paladar: Temos um vinho muito macio, retro-gosto prolongado, de qualidade com notas amendoadas.
Tato: Sensações mais salientes são o calor e a maciez.
Temperatura de consumo: De 14 a 18ºC.
Harmonização: Este vinho pode acompanhar bem grelhados em geral, carnes de caças, bem como frios e mbutidos.
Acondicionamento: Este vinho está bem evoluído, no ápice de sua qualidade.

Confraria del Vino Ouro - Outubro 2008 - Nacional - Pizzato Alicante Bouschet Reserva 2004


A Pizzato Vinhas & Vinhos apresenta o inédito Alicante Bouschet Reserva 2004 , o 1º vinho brasileiro dessa casta, originária da França e muito utilizada nos vinhos portugueses.
É um vinho potente, de bom corpo e estrutura, com muito bom potencial de guarda.


As uvas Alicante Bouschet foram colhidas em 12 de março de 2004, no Vale dos Vinhedos, e passaram quatro meses em barril de carvalho americano (70% do vinho) e período de 32 meses em garrafa. São 7.000 garrafas, todas numeradas e engarrafadas em lote único.


Sugere-se harmonizar com alimentos mais condimentados, incluindo algumas receitas típicas da cozinha brasileira. A Alicante Bouschet é originária do cruzamento entre Petit Bouschet e Grenache. A Petit Bouschet por sua vez é fruto do cruzamento entre Teinturier du Cher com Aramon. Muito utilizada em Portugal, gera vinhos de corte e alguns varietais.


A região da Califórnia também conta com alguns exemplares de vinhos elaborados com essa casta. É uma uva que tende a gerar grandes produções. Segundo Flávio Pizzato, para o clone utilizado na vinícola a maturação é bem tardia, após a Cabernet Sauvignon. A condução dos vinhedos é em espaldeira simples, com raleio de cachos e com rendimento aproximado de 6.500 litros / hectare.


Visual: vermelho escuro a violáceos à púrpura, intenso.
Aroma: frutas escuras maduras, geléia de uva, couro, eucalipto, jabuticaba.
Boca: potente, de bom corpo e estrutura, tânico, retrogosto rico e persistente.
Compatibilização: caças, cordeiro, queijos fortes e carnes gordurosas.


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