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quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Variedade de Uva Tempranillo


A Tempranillo constitui a cepa-chefe da maioria dos vinhos tintos espanhóis importantes, inclusive o Rioja, o Ribera del Duero e os bons crus da Catalunha. Ao apreciador de vinho, ela lembra um pouco os aromas e o gosto da Pinot Noir da Borgonha. A teoria, seguramente de origem gustativa, segundo a qual a cepa teria ido da França para o Norte da Espanha graças a peregrinos não tem confirmação histórica. Seja qual for sua origem, a Tempranillo tornou-se a primeira das cepas tintas da Espanha. Ao longo de toda a península Ibérica, ela tem diversos nomes, entre eles Tinta Roriz, em Portugal. É cultivada no Douro para produzir o Porto e vinhos de mesa.

O Rioja é o mais conhecido dos vinhos à base de Tempranillo. Nele, a cepa não é utilizada sozinha, mas nos melhores vinhos de Rioja ela é freqüentemente majoritária. Desenvolve-se particularmente bem nas regiões de pluviosidade moderada de Rioja Alta e Rioja Alavesa, e sua maturação precoce convém às zonas de altitude de Rioja e Ribera del Duero, que apresentam clima fresco e solos calcários.

A Tempranillo dá um vinho colorido, com acidez relativamente baixa, que reage bem ao envelhecimento em barril de carvalho. Quase não tem taninos; para compensar essa falta, às vezes é mesclada a cepas como a Mazuelo e a Cabernet Sauvignon.

A Tempranillo continua sendo fundamentalmente espanhola, e em outras partes do mundo só existe em quantidades limitadas. Além de Portugal, o único país a cultivar áreas importantes dela é a Argentina.

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quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Variedade de Uva Riesling


Junto com a Chardonnay é considerada a melhor uva branca do mundo. Produz vinhos com acidez elevada e teor alcoólico baixo (8ºC). Cepa que brilha nos vinhedos frios da Alemanha e da Alsácia francesa, mas também é plantada com bons resultados na Nova Zelândia, na Austrália e na Áustria.

Vários fatores explicam o seu fascínio: ela é uma das raras uvas que resulta em bons brancos secos e também em deliciosos vinhos doces - em alguns vinhedos, ela é atacada pela Botrytis cinerea, o mesmo fungo que possibilita a elaboração dos grandes vinhos de sobremesa em Sauternes, ao sul de Bordeaux. A Riesling é conhecida ainda pela sua capacidade de expressar as características do local em que está plantada (terroir, como dizem os franceses), e por resultar em brancos delicados, muitos com notas minerais marcantes, com ótimo frescor e acidez.
São qualidades que tornam a Riesling uma boa opção para quem não gosta muito de vinho branco, mas quer arriscar uma bebida nos dias mais quentes de 2008.

A Riesling pode gerar vinhos capazes de durar décadas com uma grande variedade de estilos: do mais seco possível, passando pelos meio-doces, até os doces de sobremesa. Também faz espumantes ótimos. Não lhe falta acidez e seus aromas costumam lembrar maçã, lima, mel, com notas minerais muito características. Um delicioso quê de petróleo ou querosene é uma de suas marcas registradas.
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quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Variedade de Uva Chardonnay


É cepa branca mais apreciada no pequeno grupo das uvas clássicas. Na Califórnia, ela evoca um estilo desde o boom vitícola verificado nos anos 1970 e 1980. Nos quatro cantos do mundo, vinicultores tentaram recriar, pelo menos parcialmente, o êxito que ela encontra em suas terras preferidas, na Borgonha em Champagne. Essas tentativas mostraram que se trata de um tipo de cepa muito adaptável, que pode produzir vinhos variados em toda uma gama de locais. Fácil de cultivar, suporta todo tipo de clima, dos frios champanheses aos calores australianos.

A Chardonnay pode apresentar aromas potentes: nas regiões mais quentes, os aromas de brioche, de manteiga fresca, de avelã e de pão tostado dos Chardonnay da Borgonha darão lugar a aromas de frutos cítricos, de abacaxis e de frutas exóticas. Os maiores vinhos de Chardonnay, como os Borgonhas brancos, envelhecem bem. Outros, sobretudo aqueles que não foram envelhecidos na madeira são feitos para ser bebidos logo. No caso da Chardonnay, tudo depende da estratégia do vinicultor.




quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Variedade de Uva Gewüztraminer


A uva Gewürztraminer no Brasil mostra uma boa adaptação, com boa tipicidade e dando origem a vinhos de menos corpo e menor teor alcoólico do que o habitual, o que acaba sendo uma vantagem, tornando-os mais apropriados ao nosso clima tropical.

A Gewürztraminer é uma variedade branca rosada, cujos frutos se caracterizam pela
pele grossa e cor rosada escura, que dão os vinhos de mais cor e corpo entre todos os brancos.
O perfume exuberante, que a caracteriza, é definido e confundido freqüentemente com o da uva Moscatel.Tem um marcante caráter aromático, notabilizado pelos aromas de frutas tropicais e flores com um perfume muito intenso. Assim, são perceptíveis as notas aromáticas de rosas, goiaba, violetas,lichias,gengibre e canela.

Destaca-se,também, por sua força alcoólica, que pode alcançar 14 graus e por sua débil acidez,o que dificulta a capacidade de obter vinhos que suportem envelhecimento. Os vinhos brancos, que deram e dão fama a esta variedade, são harmônicos, de uma textura quase untuosa, picantes, condimentados, ricos em especiarias, suculentos e persistentes na boca.

A Gewürztraminer não é uma uva de fácil cultivo. Necessita de um longo período de maturação e carece de tempo ensolarado e seco, porém o calor excessivo agudiza o problema da baixa acidez. Se não é uva de fácil cultivo, tampouco o é de manuseio.

Seus aromas (que são sua razão de ser) plenos em rosas, lichias, cremes de beleza, gengibre e canela, têm que ter algo de estrutura que os respalde. Sem estrutura, a Gewürztraminer, transformasse em vinho aromático, porém rude. Assim, o clima, o solo e o cultivo são fundamentais para a elaboração dos grandes vinhos de Gewürztraminer.



quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Variedade de uva Moscato


Muscat

Uma cultivar originária provavelmente da Grécia e cultivada há muito tempo na Itália. Antigamente era conhecida por "Apianae", que significa a que as abelhas têm predileção devido ao alto teor de açúcar da uva.
Ainda por volta de 1360 já era conhecida a prática de adicionar, durante a fermentação alcoólica, uma quantidade de flores de sabugueiro secas à sombra para aumentar o aroma de Moscato do vinho.

A cultivar apresenta folha de tamanho médio, trilobada ou quinquilobada com seio peciolar em lira. A coloração outonal das folhas é amarelo com aspecto dourado.

Na Itália, a cultivar Moscato Branco é plantada na região de Asti, Alexandria e Cuneo cujo centro é Canelli com altitude que varia de 100 m a 400 m, sendo que a maior área se encontra numa altitude média de 200 m. Ela é denominada segundo a região produtora: Moscato d'Asti, Moscato di Trami, Moscato di Saracusa, Moscato di Tempio.

Segundo o cadastro vitícola de 2000, foram encontrados na região vitícola da Serra Gaúcha 718,7 ha de Moscato Branco e uma produção de 17,4 milhões de quilos de uva. Conforme dados da Divisão de Enologia da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Estado do Rio Grande do Sul, na safra de 2001, foram processados 12,0 milhões de quilos de uva da cultivar Moscato Branco, com grau médio de 11,35 °Babo.

Esta variedade é plantada em todo o mundo, sendo a única uva vinífera que tem a capacidade de preservar os aromas de uva no vinho.

Harmonização: bolos e doces.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Malbec e suas peculiaridades


Originária da França (Bordeaux e Cahors ) seu nome hoje está mais ligado à Argentina (região de Mendoza) onde se mostra uma variedade emblemática.

Em Mendoza existiam registrados até abril de 1998, 8.888 hectares de Malbec, sendo Luján de Cuyo a localidade onde existia a maior quantidade de Malbec (2.857 ha.), seguida por Maipú (1.747 ha.) e Rivadavia (949 ha.).

Entre os anos 60 e 70 a quantidade de hectares cultivados com Malbec em Mendoza superava os 45.000.

Características da Malbec Argentina: sua folha, cacho e grão

A variedade Malbec caracteriza-se por suas folhas orbiculares, suaves, desiguais, rugosas, de três lóbulos reduzidos e um lóbulo médio muito longo. Estas folhas apresentam a particularidade de avermelhar-se no outono, adquirindo uma cor vermelha muito agradável ligada à paisagem dos vinhedos mendocinos nesta bela estação.

Seu cacho pode ser médio ou grande, muito solto, conciso, com um ou dois ailerones, com frutos esféricos pequenos, escuros de pele grossa, de cor plena, com fortes taninos e sabores muito destacados, particularmente em Mendoza.

Análise sensorial do vinho Malbec Agentino

Para o consumidor o mais importante é a descrição dos vinhos que se obtêm da variedade Malbec.

À simples vista, quando o vinho Malbec é jovem, apresenta uma cor muito intensa e escura de tipo vermelho cereja e vermelho, que pode chegar a parecer quase preto.

Os principais aromas que se detectam nos bons Malbec são: ameixa, uva passa, café, chocolate, couro, trufa, baunilha e violeta entre outros.

Para alguns especialistas a violeta, a framboesa e o âmbar são os três aromas primários do Malbec.

Na boca aparecem os sabores de ameixa, marmelada de ameixa, ginja e doce de ginja, chocolate, frutas secas, baunilha e gostos balsâmicos. O aroma e sabor de baunilha no vinho Malbec surge devido à oxidação da madeira de carvalho das barricas combinados com os polifenóis do vinho.

Na boca os vinhos Malbec são cálidos, suaves e com taninos doces muito agradáveis.

Os vinhos de variedade Malbec de guarda, principalmente os de Mendoza, são considerados os melhores do mundo.

Sinônimos da variedade Malbec

Existem no mundo muitos nomes diferentes para o Malbec, mas os principais são Cot - Malbec - Malbeck - Noir de Pressac - Auxerroir Noir - Cahors - Pied Rouge - Noir Doux - Oeil de Perdrix - Saint-Emilion

Dica de vinho - Casa Valduga Amante Malbec Rosé 2006

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quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Tempranillo – A Principal Uva da Espanha



A Tempranillo é a mais importante uva espanhola. Tem nomes diferentes em cada região onde é cultivada: na região de Rioja é conhecida como Tempranillo, em Ribera del Duero é chamada de Tinto Fino, no Penedés, região próxima a Barcelona, recebe o nome de Ull de Llebre; em Portugal, no Alentejo chama-se Aragonês, na região do Douro e no Dão, Tinta Roriz. É uma tradição do mundo do vinho, a mesma uva receber nomes diferentes conforme a região onde é plantada.

Considerada uma variedade vinífera das mais nobres, a Tempranillo é uma uva de tamanho médio, casca espessa e muito escura. Produz vinhos com teor alcóolico entre 10,5 e 13%, acidez equilibrada e bastante propícia para o envelhecimento em carvalho.

Ela tem um baixo conteúdo natural de enzimas oxidantes, o que garante aos vinhos dessa uva, cortados ou puros, uma excepcional longevidade. Produz vinhos de cor profunda, estruturados, elegantes e complexos. São extraordinariamente finos e muitos de excepcional qualidade, comparáveis aos melhores do mundo.

O nome Tempranillo vem de “temprano”, em espanhol quer dizer cedo, é uma espécie que é colhida mais cedo, precocemente.

Seu estilo fica entre os Bordeaux e Borgonhas tintos, mas sem o tom de groselha do primeiro e sem os aromas de caça do segundo. A Tempranillo apresenta toques de morango, caramelo e especiarias.

A vantagem da Tempranillo, com ou sem madeira, consiste em se casar bem com grande variedade de comidas com pouco ou grande consistência de sabor.


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quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Variedade de uva Gamay


Gamay representa uma família de variedades de uvas. Esta uva produz vinhos de boa qualidade, cristalinamente transparentes, de coloração viva e brilhante para consumo diário ou mais selecionado. São geralmente frutados, com aromas agradáveis e leves de morango, cereja ou banana. Utilizada para a produção do famoso Beaujolais, um vinho muito leve, produzido na região da Borgonha, e que deve ser bebido bem jovem.

Os rótulos mais conhecidos são de Beaujolais Noveau, este lançado todo mês novembro, mas há também os rótulos de maior qualidade, com boa capacidade de envelhecimento, chamados de Cru Beaujolais.

Esses vinhos são muito consumidos nos bistrôs de Paris e em várias partes do mundo. Em geral, com exceção do Moulin-à-Vent, que melhora com a idade e com dez anos pode ser comparado a qualquer grande Borgonha.
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quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Variedade de uva: Isabel


Foi introduzida no Rio Grande do Sul entre 1839 e 1842 por Thomas Maister, através da Ilha dos Marinheiros. A quantidade de uva Isabel vinificada na Serra Gaúcha variou de 261.312t na safra de 1985 a 132.328t na de 1991. Os principais destinos da uva Isabel na Serra Gaúcha são a produção de vinho tinto comum e o suco de uva.

A uva apresenta cacho pequeno, solto, formado por um número reduzido de bagas de tamanho grande. Possui bom potencial de produção de açúcar, podendo através de práticas culturais e de um controle adequado de produção, originar vinhos sem necessidade de correção do mosto com sacarose.

As deficiências de intensidade de cor do vinho Isabel podem ser melhoradas através da definição de um sistema de produção para vinho tinto. É um vinho típico e de boa distingüibilidade, apreciado por muitos consumidores, mas questionado por outros quanto às suas características sensoriais.

Tem o sabor característico das lambruscas, adaptando-se a todos os usos: é consumida como uva de mesa; usada para a elaboração de vinhos brancos, rosados e tintos, os quais, muitas vezes, são utilizados para a destilação ou para a elaboração de vinagre; origina suco de boa qualidade; pode ser matéria prima para doces e geléias.

É a cultivar mais plantada no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, representando aproximadamente 45% de toda a uva produzida nessa região. Apresenta boa performance nos climas tropicais do Brasil, com resultados positivos comprovados no Noroeste de São Paulo, no Triângulo Mineiro, em Goiás e no Mato Grosso. Resultados mais recentes, ainda não conclusivos, indicam que esta cultivar poderá ser também uma alternativa para a produção de vinho de mesa e suco também no Vale do São Francisco.

O vinho tem cor vermelha viva; o aroma é intenso e com acentuada tipicidade varietal; a análise sensorial evidencia que geralmente falta ao vinho equilíbrio e maciez.


Fontes: http://biblioteca.universia.net/html_bura/ficha/params/id/511306.html
http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Uva/UvasRusticasParaProcessamento/cultivares.htm

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Variedade de uva Tannat


A uva Tannat, originária do Sudoeste de França, é responsável pelas características dos vinhos tintos de Madiran, França, e do Uruguai, que se tornaram emblemáticos para essas regiões. O cultivo da Tannat foi introduzido no Rio Grande do Sul, em 1971, pela Estação Experimental de Caxias do Sul. Ela apresenta elevado vigor e brotação tardia, o que lhe garante proteção dos efeitos prejudiciais das geadas primaveris.

O vinho Tannat apresenta elevada intensidade de cor e concentração de taninos, por isso necessita de mais de seis meses de amadurecimento em barrica de carvalho para adquirir equilíbrio e maciez.

Os municípios maiores produtores de uva Tannat são: Bento Gonçalves, Monte Belo do Sul e Cotiporã, na Serra Gaúcha, e Santana do Livramento, na Campanha. Segundo dados da Divisão de Enologia da Secretária da Agricultura e Abastecimento do Estado do Rio Grande do Sul, na safra de 2001 foram produzidos 2,07 milhões de quilos de uva Tannat. O destino dessa produção é para a elaboração de vinho tinto, utilizado principalmente para corte e, recentemente, também para a produção de vinho tinto varietal.

A Tannat é usualmente utilizada em assemblage com Merlot para suavizar o vinho, também é usada com Cabernet Franc e Cabernet Sauvignon. Essa uva dá origem a vinhos de muito caráter, bastante corpo e estrutura, com grande intensidade de cor, aromas deliciosos de frutas escuras e chocolate, com ótima concentração. Estes vinhos acompanham muito bem pratos de carnes vermelhas, com molhos fortes.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Pinot Noir


Pinot noir é uma das variedades de uva cultivadas mais antigas do mundo. Reconhecida mundialmente por sua excelente qualidade, a pinot noir possui denominações diferentes que variam de país a país. É cultivada na Argéia, Argentina, Austrália, Áustria (Blauburgunder ou Spätburgunder), Brasil, Canadá, República Tcheca, Inglaterra, França, Alemanha (Spätburgunder), Grécia, Hungria, Itália (Pinot Nero), México, Nova Zelândia, Suíça (Clevner, chamada de "Dole" quando misturada com Gamay Noir), Estados Unidos e Iugoslávia (Burgundac).

Bourgogne (Burgundy), na França, é a única região do mundo a atingir excelência no cultivo dessa variedade. A Côte d'Or proporciona às videiras extensa exposição ao sol, embora evite o excesso de calor da tarde. Seu solo é bastante calcário, o que oferece ótima drenagem. Conseqüentemente, a temperatura média das videiras permanece alta, favorecendo seu amadurecimento.

Dificuldades diversas assolam a pinot noir já a partir do primeiro momento, desde sua propagação até seu processo de envelhecimento. Geneticamente instável, é possível que uma cepa primordial gere uma descendência bastante diferente, tanto no que se refere ao tamanho e forma das uvas quanto ao aroma, sabor e níveis de produtividade, em relação à geração progenitora. Existem 46 cepas clonadas reconhecidas dessa variedade apenas em Dijón, França; no mundo todo, estimativas variam entre 200 a 11.000 clones de pinot noir. Por comparação, a cabernet sauvignon possui somente 12 cepas clonadas identificáveis.

É também uma das uvas mais difíceis de fermentar. Devido à presença de 18 aminoácidos - naturalmente harmonizados nessa variedade - a pinot noir fermenta violentamente, o que acelera e dificulta o controle desse processo. Retenção de cor é outro obstáculo: suas cascas são muito finas. Além disso, a pinot noir pode muito facilmente transformar-se em uma mistura acética (vinagre) ou perder grande parte dos aromas e sabores que apresenta durante o processo de fermentação e envelhecimento, logo que engarrafada. Entretanto, apresenta de três a quatro vezes mais resveratrol/reversterol - polifenol que protege nosso coração - do que as demais variedades.

A pinot noir causa forte impressão no paladar e na memória. Seu aroma pode ser intenso, de uva madura, levemente apimentado ou de (madeira de) cerejeira. Tomate maduro (note que nosso tomate, diferentemente do europeu e do americano, é muito mais ácido), cogumelo e madeira são os aromas freqüentemente mais descritos referentes a essa variedade. Encorpada e enriquecida, embora leve, de alto teor alcoólico - embora nem ácida nem tânica -, a pinot noir apresenta um sabor personalíssimo, apesar de sua delicadeza. Sua qualidade mais marcante parece ser sua textura leve e aveludada. Possui longevidade menor do que a das demais uvas escuras e atinge seu ponto máximo de 5 a 8 anos passados da safra.

Pinot Noir: Descrições típicas de aroma e sabor

(1) Varietais aromas/sabores: cereja, morango, framboesa, tomate maduro
(2) Floral: pétala de rosa, violeta
(3) Tempero: alecrim, canela, pimenta, cominho
(4) Ervas: orégano, tomate verde, chá verde, azeitona preta, ruibardo
(5) Terra: cogumelo, terra, trufa, couro
(6) Levemente amadeirado: baunilha, côco
(7) Intensamente amadeirado: carvalho, tabaco, alcatrão
(8) Envelhecimento em garrafa: cedro, cigarro, charuto


Fonte: Professional Friends of Wine

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Merlot


Foi a uva tinta de maior sucesso nos anos 90. Embora usada principalmente para corte nos grandes vinhos de Bordeaux, ela também faz carreira solo. No Novo Mundo, marca presença na Califórnia, no Chile e na Austrália.

A uva Merlot, em geral, produz vinhos menos ácidos e menos tânicos do que a Cabernet Sauvignon, mas como ela, também se beneficia do tratamento em carvalho. Com um potencial de envelhecimento de moderado a bom, pode ficar mais suave com a idade, mas com freqüência os aromas de fruta decaem e os herbáceos dominam.

Embora a generalidade das pessoas associe, em primeiro lugar, o Cabernet Sauvignon com Bordeaux, a verdade é que é a casta Merlot que ocupa, de longe, o primeiro lugar nas vinhas da região, presente em quase todos os lotes.

E em algumas sub-regiões bordalesas, como St. Émillion é mesmo considerada a mais nobre e apreciada, dando corpo a grandes vinhos em parceria com o Cabernet Franc.

Muito divulgada em diversas regiões de França, a casta Merlot tem igualmente um peso grande no norte de Itália, Chile, Suíça e Argentina. No Novo Mundo não atingiu, nem de perto, a expressão do Cabernet Sauvignon, entrando muito tarde em países como a Austrália, Nova Zelândia, África do Sul ou Estados Unidos da América.

Na Califórnia é, desde meados dos anos 90, a casta da moda. Alguns autores norte-americanos contestam-na vivamente, e em parte com razão. Produzido em quantidade, o Merlot californiano é, regra geral, um vinho relativamente neutro onde a presença da madeira anula qualquer outro aroma ou sabor.

Aromas e sabores: frutas vermelhas escuras – amoras pretas e ameixas pretas. Para olfatos mais afiados, surgem também aromas de rosas e bolo de frutas. Quando tratado em tonéis de carvalho, o vinho apresenta uma textura mais rica e um agradável toque de chocolate.

Curiosidade: O vinho Merlot ficou famoso no filme "Sideways", com a repulsa do protagonista de tomá-lo em um jantar. Após o filme, as vendas da variedade despencaram nos EUA.


Fontes: http://winexperts.terra.com.br/arquivos/cursobasico5.html
http://www.domteodosio.com/po/red.html?id=39

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Carmenère


A casta Carmenère foi uma das mais amplamente cultivadas no início do século XIX no Médoc e Graves. Na década de 1860 as videiras européias desta variedade foram dizimadas pela filoxera, um inseto que afeta as folhas e a raiz sugando a seiva das plantas, e substituídas por outras castas menos sensíveis, como a Merlot.

Julgada extinta, foi redescoberta em 1994 no Chile por um ampelógrafo francês, chamado Jean-Michel Boursiquot, que notou que algumas cepas de Merlot demoravam a maturar. Os resultados de estudos realizados concluíram que se tratava na realidade da antiga variedade de Bordeaux Carmenère, cultivada inadvertidamente, misturada com pés de Merlot.

Levada por engano aos vales vinícolas chilenos, a Carmenère se adaptou ao clima agradável e aos solos férteis obtendo êxito ao ponto de ser considerada uma das uvas mais importantes do Chile por sua qualidade e sabor excepcional. É no Vale do Colchagua que há o seu maior cultivo, que se mantém restrito ao Chile devido à fragilidade da cepa, que sobrevive graças ao bom clima e solo, mas sobretudo, ao isolamento físico e geográfico criado por barreiras naturais como o Oceano Pacífico, o Deserto do Atacama, a Cordilheira dos Andes e as águas frias do provenientes do Pólo Sul, que protegem essa região de pragas.

Apesar de amadurecer bem mais tarde do que a Merlot, os vinhos com ela elaborados foram sempre tidos e vendidos como Merlot, até que testes de DNA comprovassem definitivamente sua verdadeira natureza. Tal fato proporcionou ao Chile um belo trunfo mercadológico, sendo hoje o único país a poder ostentar o nome Carmenère em seus rótulos.

É ideal para acompanhar carnes fortes, como cordeiro e caças, massas com molhos condimentados e queijos tipo parmesão.


Características

Os vinhos produzidos a partir da cepa Carmenère possuem cor vermelha lilás, bastante profunda, aromas de frutas vermelhas, terra úmida e especiarias com notas vegetais que vão se suavizando na medida em que a uva amadurece na própria planta.Os taninos são mais amigáveis e suaves que os do Cabernet Sauvignon. As notas vegetais tornam-no porém menos elegante que um Merlot. Faz um vinho de corpo médio, fácil de beber e que deve beber-se jovem, quando apresenta sabor persistente que tente ao gosto de framboesa madura e beterraba doce.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Cabernet Sauvignon


Originária da região de Bordeaux , no sudoeste da França, ela é a uva vinífera mais difundida no mundo, encontrando-se em todas as zonas temperadas e quentes. É conhecida como "a rainha das uvas tintas". A variedade é bastante homogênea, com algumas diferenças na forma do bacelo e nas características típicas do vinho.

Foi introduzida no Brasil em 1921, mas foi somente a partir de 1980 que houve incremento de seu plantio na Serra Gaúcha. É um cultivo destinado à elaboração de vinho tinto de guarda ou jovem.

Sob o aspecto sensorial, o vinho Cabernet Sauvignon se caracteriza pela cor vermelha relativamente intensa e com reflexos violáceos acentuados; pelo aroma típico que lembra pimentão-verde, que é sua característica varietal; e pelo corpo, estrutura e boa distinguibilidade.

A Cabernet Sauvignon tem grande afinidade com a madeira e normalmente passa de 15 a 30 meses em barricas novas ou usadas de carvalho francês ou americano, o que lhe empresta aromas de madeira, cedro tostado e baunilha, enquanto o oxida levemente, atenuando seus taninos.

As características de uma Cabernet Sauvignon bem vinificada são as seguintes: vinhos intensos e ricos em aromas e sabores, além do pimentão-verde lembram groselha, ameixa preta, cereja e especiarias. Podem ser marcados por aromas vegetais, de oliva, menta, tabaco, cedro e anis.