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quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Confraria del Vino Ouro - Agosto 2008 - Importado - Terranoble Carmenère 2007

A vinícola Terranoble, inaugurada por quatro empresários chilenos em 1993, possui modernas instalações vinícolas e 150 hectares de vinhedos meticulosamente cuidados no Valle de Maule,Valle de Colchagua e no Valle de Casablanca que gera vinhos concentrados, porém mais firmes e frescos do que nas zonas do norte do Chile.

Produtividade de 12 toneladas de uva por hectare. Realizando a colheita de forma manual. As uvas, deste vinho, foram desengaçadas, prensadas e resfriadas a 8°C. Depois de 04 dias de crio-maceração, o vinho foi fermentado a 23°C e sofreu uma maceração pós-fermentativa por 06 dias. O vinho de prensa foi então incorporado ao vinho gota para dar mais estrutura. 25% do vinho envelheceu em carvalho, e o restante permaneceu em inox até o corte final.

Abusando-se de conhecimento, técnica e do ambiente a Terranoble elabora vinhos de altíssima qualidade.

Olfato: fruta negra vibrante no olfato, com toques apimentados, herbáceos e de chocolate meio-amargo.

Paladar: Macio, com frescor suculento, boa estrutura e persistência.

Tato: Temos um vinho levemente picante e de corpo firme.

Temperatura de consumo: Entre 15 e 17 ºC.

Harmonização: Churrasco brasileiro, carnes na parrilla, tacos e quesadillas mexicanas, empanadas de horno chilenas (recheadas com carne bovina, passas, azeitonas e ovos cozidos).

Acondicionamento: Em adega até 4 anos.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Carmenère


A casta Carmenère foi uma das mais amplamente cultivadas no início do século XIX no Médoc e Graves. Na década de 1860 as videiras européias desta variedade foram dizimadas pela filoxera, um inseto que afeta as folhas e a raiz sugando a seiva das plantas, e substituídas por outras castas menos sensíveis, como a Merlot.

Julgada extinta, foi redescoberta em 1994 no Chile por um ampelógrafo francês, chamado Jean-Michel Boursiquot, que notou que algumas cepas de Merlot demoravam a maturar. Os resultados de estudos realizados concluíram que se tratava na realidade da antiga variedade de Bordeaux Carmenère, cultivada inadvertidamente, misturada com pés de Merlot.

Levada por engano aos vales vinícolas chilenos, a Carmenère se adaptou ao clima agradável e aos solos férteis obtendo êxito ao ponto de ser considerada uma das uvas mais importantes do Chile por sua qualidade e sabor excepcional. É no Vale do Colchagua que há o seu maior cultivo, que se mantém restrito ao Chile devido à fragilidade da cepa, que sobrevive graças ao bom clima e solo, mas sobretudo, ao isolamento físico e geográfico criado por barreiras naturais como o Oceano Pacífico, o Deserto do Atacama, a Cordilheira dos Andes e as águas frias do provenientes do Pólo Sul, que protegem essa região de pragas.

Apesar de amadurecer bem mais tarde do que a Merlot, os vinhos com ela elaborados foram sempre tidos e vendidos como Merlot, até que testes de DNA comprovassem definitivamente sua verdadeira natureza. Tal fato proporcionou ao Chile um belo trunfo mercadológico, sendo hoje o único país a poder ostentar o nome Carmenère em seus rótulos.

É ideal para acompanhar carnes fortes, como cordeiro e caças, massas com molhos condimentados e queijos tipo parmesão.


Características

Os vinhos produzidos a partir da cepa Carmenère possuem cor vermelha lilás, bastante profunda, aromas de frutas vermelhas, terra úmida e especiarias com notas vegetais que vão se suavizando na medida em que a uva amadurece na própria planta.Os taninos são mais amigáveis e suaves que os do Cabernet Sauvignon. As notas vegetais tornam-no porém menos elegante que um Merlot. Faz um vinho de corpo médio, fácil de beber e que deve beber-se jovem, quando apresenta sabor persistente que tente ao gosto de framboesa madura e beterraba doce.