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quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Vinícola Dal Pizzol


A Dal Pizzol traz consigo uma tradição na vitivinicultura que remonta o Século XIX (1878), quando os primeiros imigrantes da família chegaram ao Brasil.

Criada em 1974, a Vinícola Monte Lemos, mais conhecida por Dal Pizzol, conta hoje com um quadro de 15 colaboradores liderados pelos irmãos Antônio e Rinaldo Dal Pizzol. O enólogo responsável pela vinícola é Dirceu Scottá.

Com uma produção anual de 250 mil garrafas (200 mil litros), a Dal Pizzol, está instalada em Faria Lemos, distrito de Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha. Deste total, 51% são vinhos tintos, 12% vinhos brancos, 32% espumantes e 5% suco de uva. A vinícola possui uma ampla variedade de produtos nas marcas Dal Pizzol (58% da produção) e Do Lugar (42%).

O controle de qualidade inicia ainda no cultivo da videira. Para garantir uma produção de qualidade a Dal Pizzol mantém parceria com produtores através de acompanhamento técnico feito por dois enólogos e um engenheiro agrônomo da vinícola. A assessoria se dá em todo o processo, desde a variedade de uva a ser implantada até a colheita. Cada produtor recebe uma cartilha de procedimentos e práticas para o cultivo da videira. O material dá instruções, inclusive, sobre o limite de produção por área, variedade e sistema de condução da parreira. Esta parceria também contempla uma tabela de benefícios conforme a qualidade e tratos culturais implementados no vinhedo para cada safra.

Com uma proposta diferenciada que privilegia uma produção controlada, os vinhos da Dal Pizzol podem ser encontrados no mercado nacional em lojas, delicatessem, hotéis, bares, restaurantes, no próprio varejo da cantina e através de um moderno serviço de telemarketing feito diretamente ao consumidor.

Histórico

Fazendo parte do contingente de imigrantes que chegaram ao Rio Grande do Sul por volta de 1878, os irmãos Martino e Bartolo Dal Pizzol, ainda jovens, juntamente com os pais, tios e avós, formando uma grande família, escolheram a região da Serra Gaúcha, mais precisamente em Bento Gonçalves, para se estabelecer. Vieram de San Pietro di Feletto e Conegliano, na província de Treviso, Região do Veneto. Dedicaram-se, inicialmente, como todos os imigrantes, à agricultura rudimentar da época e, simultaneamente, iniciaram o plantio de videiras, cujo vinho se destinava ao próprio consumo.

João Baptista, filho mais velho de Martino e Catharina Titton, ao constituir família na Linha Paulina, em Bento Gonçalves, consolidou-se como produtor de uvas viníferas. O vinho que João Baptista produzia era, já na época, muito apreciado e famoso. A arte foi passando de pai para filho e Atílio, o primogênito, em sua mocidade aprimorou seus conhecimentos com vinhateiros e portugueses que chegaram à região.

Em 1940, Atílio e sua jovem família estabeleceu-se nas terras recém adquiridas em Faria Lemos – Bento Gonçalves, cujos vales e encostas eram promissores para o cultivo da videira. Plantaram famosas castas européias e passaram a produzir o melhor vinho.

Até hoje a filosofia da família, trazida da Itália por Martino e seguida por Atílio e seus filhos, é de manter uma produção limitada de vinhos elaborados com uvas finas. Em 1974, Atílio reuniu os filhos e institucionalizou a venda de seus produtos, criando a Vinícola Monte Lemos Ltda., empresa constituída unicamente pelos membros da família Dal Pizzol. Foi escolhido o nome Monte Lemos (Faria Lemos), em cujas encostas estão plantados os vinhedos da família que dão origem aos vinhos de sua adega.

Os cuidados deste artesanato praticado pela tradicional família de vinhateiros iniciam no trato da videira, desde a poda no inverno, até a meticulosa seleção das uvas maduras na colheita. Em 1978, ano do centenário da chegada do avô Martino no Brasil (1878-1978), Atílio, com muito orgulho e prestando uma homenagem ao imigrante, ofereceu o Cabernet "Do Lugar", reserva da família, para alguns privilegiados amigos e apreciadores. Dentro da mesma filosofia surgiu o vinho branco Trebiano "Do Lugar" e o vinho tinto Merlot "Dal Pizzol" – Safra 1981. Outros vieram para compor essa grande família de vinhos.

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quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Vinícola Pizzato


A PIZZATO Vinhas & Vinhos (Vinícola Pizzato Ltda), localizada no Vales dos Vinhedos, Bento Gonçalves, é de propriedade da família do Sr. Plínio Pizzato, neto do imigrante italiano Antonio Pizzato, vindo da Itália, dos arredores da cidade de Vicenza, Vêneto, e estabelecido em Bento Gonçalves na década de 1880.

Desde a chegada da Itália, a família cultiva vinhas e elabora vinho em pequenas quantidades. Por certo período de tempo, produziu quantidades a maior e chegou a comercializá-lo para o hospital da cidade, indicado pelo médico Dr. Valter Galassi como auxiliar no tratamento da febre tifóide. Porém, a maior quantidade do produto era vendida para a Vinícola Brasileira, localizada onde se encontra atualmente a Vinícola Aurora. Os vinhos eram, à época, elaborados a partir da uva Bonarda (uma espécie de Barbera) trazida da Itália pelos imigrantes.

As atividades do imigrante Antonio foram continuadas por um de seus filhos, Giovanni, que, além da atividade principal relacionada aos vinhedos continuou produzindo vinho, mas apenas para consumo da família. A maior parte da produção de uvas passou a ser comercializada para vinícolas da região.

Seguindo o caminho do ‘Nono Giovanni’, Plínio Pizzato, o patriarca da família proprietária da Vinícola Pizzato, desde cedo um apaixonado pela vitivinicultura, vem produzindo uvas desde a adolescência. Inicialmente a produção se dava em conjunto com o pai, na propriedade localizada em Monte Belo do Sul e, desde o final da década de 1960, na atual propriedade localizada no Vale dos Vinhedos. Também manteve a tradição iniciada pelo Sr. Giovanni de produzir, com uma pequena parcela das uvas, vinhos para consumo próprio, vendendo a maior parte da produção de uvas para vinícolas da região.

Em 1998-1999, o antigo sonho do Sr. Plínio e família – o de produzir vinhos finos para a comercialização – torna-se realidade a partir de um projeto conjunto com os filhos Flavio, Flávia, Jane e Ivo (in memoriam). Naquele ano a Vinícola Pizzato é formada juridicamente e materialmente a partir de investimentos familiares.

Estabelecido o negócio e, a partir da produção de uvas de parreirais próprios, inicia-se a vinificação no ano de 1999 com a elaboração do Pizzato Merlot em quantidade final de 15.500 garrafas de 750 ml. Tal produto foi lançado no mercado em Setembro de 2000 com muito boa recepção por parte do mercado (naquele mesmo ano, em degustação para o primeiro guia de vinhos brasileiros, organizado pela Academia do Vinho de Belo Horizonte com a presença de jornalistas e experts enófilos de todo o Brasil, foi considerado o melhor vinho de tal painel).
A partir de então, os vinhos da Pizzato têm se mantido sempre entre os melhores do Brasil, independentemente da safra e do vinho.

Os responsáveis pela elaboração dos vinhos e pela coordenação viti-vinícola, Ivo Pizzato (in memoriam) e Flavio Pizzato, têm formação no Curso Superior de Tecnólogo em Viticultura e Enologia, da Escola Agrotécnica Federal Presidente Juscelino Kubitscheck (atualmente CEFET BG), além de estágios e aperfeiçoamento técnico em Bordeaux-França, Alentejo-Portugal e Mendoza-Argentina.


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quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Histórico vinícola Torcello


Torcello: a realização de um sonho

A Vinícola Torcello, no Vale dos Vinhedos, começou a produzir vinhos artesanais em 2001, realizando um sonho de seu idealizador, Rogério Carlos Valduga.
A administradora da vinícola, Luciana Betinelli Valduga, explica que a pequena produção anual de 10 mil garrafas de vinhos tintos permite com que o processo de elaboração seja feito de forma totalmente artesanal e controlada. Ela diz que a colheita das uvas dá-se nas primeiras horas da manhã, onde somente são retirados da videira os cachos que atingiram o ponto ideal de maturação. “Todas as uvas são provenientes da região do Vale dos Vinhedos”, explica ela.
A vinícola não tem vinhedos próprios. As uvas, sempre em pequenas quantidades, são transportadas até a vinícola, onde uma máquina de fabricação italiana separa os grãos do cacho, para logo em seguida rompê-los e depositá-los em uma pipa de aço inox, com controle de temperatura. As uvas permanecem nesta pipa por um período de 10 a 15 dias. Ela diz que, após esse processo, o vinho é separado da casca e transferido para uma pipa reservatório também em aço inox , onde permanece aproximadamente de 6 a 9 meses, aguardando o momento ideal a ser transferido para barricas de carvalho americano. “O vinho descansará aproximadamente por 3 meses até atingir o ponto ideal”, diz ela, acrescentando que o vinho é envasado em garrafas e passa por mais um período de maturação em caves.

A escolha do nome

O nome Torcello relembra uma pequena ilha italiana próxima a Veneza. Sua história conta fatos importantes da história mundial, como a conquista de territórios europeus por Átila, o rei dos hunos. A localidade é um centro cultural grandioso, considerado patrimônio histórico da humanidade. Símbolo de Veneza, o Leão Alado de São Marcos é o guardião da lei, símbolo de poder e mensageiro divino. Sua lenda conta a história de pescadores que ouviram de São Marcos a profecia de que naquela ilha surgiria uma cidade maravilhosa, e que este havia visto um guardião a sua porta, um leão alado. Assim o símbolo remete a proteção do Leão Alado, que guardará a beleza e a identidade e cultura do Vale dos Vinhedos e dos imigrantes que vieram da região italiana do Vêneto, origem dos símbolos utilizados.


quarta-feira, 23 de julho de 2008

A História do Vinho


É provável que o vinho tenha surgido no sul da Ásia, de onde se estendeu à Europa e ao Extremo Oriente. O cultivo da videira foi abandonado no Japão, na China e em boa parte dos países muçulmanos por motivos religiosos e sociais, mas floresceu na Grécia e em Roma. Os romanos difundiram a videira por seu império, em especial na Hispânia e na Gália, onde pela primeira vez se utilizou o tonel para armazenar e conservar o vinho. Mais tarde, como efeito da expansão colonial européia, a cultura da vinha chegou a longínquas regiões, onde quer que a favoreça a natureza do solo e as condições climáticas.

Na Grécia antiga, o vinho era escuro e geralmente bebido com água; bebê-lo sem mistura era considerado procedimento devasso. Guardado em barricas, odres de pele de cabra ou ânforas de barro tampadas com óleo ou com um trapo engordurado, o vinho estava todo o tempo em contato com o ar. A maturação plena só foi possível a partir da generalização do uso da garrafa e da rolha.
Na Idade Média, a produção e a qualidade do vinho decaíram muito. Devido à necessidade de vinho para o serviço religioso, o cuidado da vinha era uma preocupação particularmente eclesiástica. O posterior reaparecimento de vinhos e vinhedos de reconhecida qualidade esteve sempre associado à iniciativa de monges ou de monarcas especialmente devotados à igreja. Atribui-se a Carlos Magno o plantio de famosos vinhedos do Reno e da Borgonha, mas somente a partir do século 12 teve início o plantio de grandes áreas e a ampliação do mercado do produto. Devido à precariedade dos transportes medievais, os parreirais tinham que se localizar as margens dos rios; os vinhos mais famosos originaram-se de terras ao longo do Reno, Garonne e Loire.

O uso de garrafas e rolhas para vinho tornou-se comum por volta do final do século 17 e resultou em grande parte do trabalho de D. Pierre Pérignon, da abadia de Hautvillers, que é tido por criador do champanha. Outra mudança importante foi a descoberta acidental, em 1775, de que as uvas apodrecidas nas videiras produziam doçura e buquê inimitáveis. Na década de 1750, os produtores da ilha da Madeira passaram a fortalecer seus vinhos com o acréscimo de conhaque, processo essencial para a manufatura e maturação de quase todos os vinhos generosos, que se bebem fora das refeições ou à sobremesa.


Fonte: http://www.colegiosaofrancisco.com.br/alfa/historia-do-vinho/historia-do-vinho.php